No protencionismo independentemente de países, costuma-se a curto prazo, ocorrer da politica colidir com a economia. Por exemplo se uma fábrica brasileira vai fechar porque não consegue competir com um produto que vem de outro país, então, nós teremos empregos perdidos aqui no Brasil e empregos preservados lá fora. Neste caso o governo do Brasil aplica um imposto proibitivo sobre o produto de fora e com isso salva-se os empregos brasileiros. É basicamente isso que o Presidente americano Barack Obama tem como primeiras medidas no seu governo. Ele quer estímular a econômia investindo bilhões para combater a recessão no país, priorizando a aquisição de bens e serviços de empresas nacionais. O problema disso está no comércio internacional, pois, quando todos os países guiam pela proteção (protecionismo) um prejudica o outro. Por exemplo, o Brasil restringe a importação de carne da Argentina para retaliar os argentinos, que impediram a importação de geladeiras brasileiras. O saldo disso tudo, é a redução no volume do comércio mundial ou seja, menos comércio, menos desenvolvimento e menos emprego. (por: Joelma Lima )
"Blog para novos empreendedores, para profissionais e gestores de empresas e profissionais de TI. ".
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quinta-feira, 19 de março de 2009
sábado, 14 de março de 2009
PROTECIONISMO
Por Suzana Naiditch
EXAME Atual vice-presidente de programas internacionais do Cato Institute, localizado em Washington, nos Estados Unidos, o cientista político Tom Palmer é uma das mais respeitadas vozes do mundo a respeito do fenômeno da globalização.
1 - O que a globalização e o protecionismo têm a ver com o equilíbrio político entre as nações?O melhor propulsor de paz entre as nações é a liberdade econômica. Os horrores do século 20 estão fortemente conectados ao protecionismo. Ele coloca os países uns contra os outros e substitui a amizade e o comércio por hostilidade e guerra. Já a globalização reforça o estado de direito e a democracia.
2 - Por que o maior grau de abertura da China ao comércio mundial ainda não trouxe democracia ao país?O país vem se transformando rapidamente. E é a abertura para o mundo que está mudando a cena política e social da China. Lembre-se de que, há poucas décadas, foram mortas milhões de pessoas na chamada Grande Marcha — e o resto do mundo mal notou. Agora, a comunidade internacional está profundamente preocupada com questões como a repressão ao Tibete e os direitos trabalhistas dos operários chineses.
3 - Na atual campanha eleitoral americana, o candidato democrata, Barack Obama, já declarou que é a favor da manutenção de algumas barreiras agrícolas. Isso não é um retrocesso na era da globalização?Por causa da insistência em manter políticas protecionistas para os produtos agrícolas, o governo americano e a União Européia têm sido, nos últimos anos, os principais obstáculos para a promoção de relações econômicas mundiais mais pacíficas. Com isso, eles prejudicam seus próprios consumidores, que acabam pagando mais caro pelos produtos, e negam os benefícios do livre comércio às pessoas de outros países.
4 - Qual o maior benefício do livre comércio?Nações que adotaram o livre comércio tiveram aumentos na renda per capita, na expectativa de vida, na educação, na saúde. A liberdade para o comércio é o caminho para a prosperidade.
5 - Muitos analistas dizem que a globalização não leva necessariamente à prosperidade, pois faz com que o capital migre para onde a mão-de-obra é mais barata. Isso não é verdade?Se fosse verdade, os países pobres da África estariam abarrotados de investimento estrangeiro. As boas leis são ferramentas mais eficientes para atrair o capital do que a mão-de-obra barata.
6 - Outra crítica freqüente que se faz à globalização é que as fronteiras nacionais ainda são muito importantes para os negócios. O que o senhor acha dessa visão?A lei da gravidade funciona do mesmo jeito no Brasil ou na Argentina. As regras de economia também. Não há fundamentalmente nada de especial no comércio internacional que o diferencie economicamente do comércio através de fronteiras estaduais dentro do Brasil ou através de uma rua. Por isso, as fronteiras são irrelevantes para o comércio, exceto quando as decisões políticas as tornam relevantes.
7 - O senhor acha que o processo de globalização não merece nenhuma crítica?Se globalização significa destruir obstáculos políticos para que as pessoas possam cooperar e comercializar livremente, então eu só posso ser incondicionalmente a favor dessa força.
EXAME Atual vice-presidente de programas internacionais do Cato Institute, localizado em Washington, nos Estados Unidos, o cientista político Tom Palmer é uma das mais respeitadas vozes do mundo a respeito do fenômeno da globalização.
1 - O que a globalização e o protecionismo têm a ver com o equilíbrio político entre as nações?O melhor propulsor de paz entre as nações é a liberdade econômica. Os horrores do século 20 estão fortemente conectados ao protecionismo. Ele coloca os países uns contra os outros e substitui a amizade e o comércio por hostilidade e guerra. Já a globalização reforça o estado de direito e a democracia.
2 - Por que o maior grau de abertura da China ao comércio mundial ainda não trouxe democracia ao país?O país vem se transformando rapidamente. E é a abertura para o mundo que está mudando a cena política e social da China. Lembre-se de que, há poucas décadas, foram mortas milhões de pessoas na chamada Grande Marcha — e o resto do mundo mal notou. Agora, a comunidade internacional está profundamente preocupada com questões como a repressão ao Tibete e os direitos trabalhistas dos operários chineses.
3 - Na atual campanha eleitoral americana, o candidato democrata, Barack Obama, já declarou que é a favor da manutenção de algumas barreiras agrícolas. Isso não é um retrocesso na era da globalização?Por causa da insistência em manter políticas protecionistas para os produtos agrícolas, o governo americano e a União Européia têm sido, nos últimos anos, os principais obstáculos para a promoção de relações econômicas mundiais mais pacíficas. Com isso, eles prejudicam seus próprios consumidores, que acabam pagando mais caro pelos produtos, e negam os benefícios do livre comércio às pessoas de outros países.
4 - Qual o maior benefício do livre comércio?Nações que adotaram o livre comércio tiveram aumentos na renda per capita, na expectativa de vida, na educação, na saúde. A liberdade para o comércio é o caminho para a prosperidade.
5 - Muitos analistas dizem que a globalização não leva necessariamente à prosperidade, pois faz com que o capital migre para onde a mão-de-obra é mais barata. Isso não é verdade?Se fosse verdade, os países pobres da África estariam abarrotados de investimento estrangeiro. As boas leis são ferramentas mais eficientes para atrair o capital do que a mão-de-obra barata.
6 - Outra crítica freqüente que se faz à globalização é que as fronteiras nacionais ainda são muito importantes para os negócios. O que o senhor acha dessa visão?A lei da gravidade funciona do mesmo jeito no Brasil ou na Argentina. As regras de economia também. Não há fundamentalmente nada de especial no comércio internacional que o diferencie economicamente do comércio através de fronteiras estaduais dentro do Brasil ou através de uma rua. Por isso, as fronteiras são irrelevantes para o comércio, exceto quando as decisões políticas as tornam relevantes.
7 - O senhor acha que o processo de globalização não merece nenhuma crítica?Se globalização significa destruir obstáculos políticos para que as pessoas possam cooperar e comercializar livremente, então eu só posso ser incondicionalmente a favor dessa força.
PROTECIONISMO
Protecionismo
Protecionismo é uma doutrina, uma teoria que prega um conjunto de medidas a serem tomadas no sentido de favorecer as atividades econômicas internas, reduzindo e dificultando ao máximo, a importação de produtos externos e a concorrência estrangeira. Tal teoria é utilizada por praticamente todos os países, em maior ou menor grau. Alguns exemplos de medidas protecionistas: - Criação de altas tarifas e normas técnicas de qualidade para produtos estrangeiros, reduzindo a lucratividade dos mesmos e dificultando sua entrada; - Subsídios à indústria nacional, incentivando o desenvolvimento econômico interno; - Fixação de quotas, limitando o número de produtos, a quantidade de serviços estrangeiros no mercado nacional, ou até mesmo o percentual que o acionário estrangeiro pode atingir numa empresa. O responsável pela fiscalização do comércio entre os países e dos atos protecionistas que os mesmos adotam é a OMC (Organização Mundial do Comércio), cujo papel é promover a liberalização do comércio internacional. O protecionismo é vantajoso, em tese, pelo fato de proteger a economia nacional da concorrência externa, garantir a criação de empregos e incentivar o desenvolvimento de novas tecnologias no país. No entanto, essas políticas podem, em alguns casos, fazer com que o país perca espaço no mercado externo; provocar o atraso tecnológico e a acomodação por parte das empresas nacionais, já que essas medidas tendem a protegê-las; além de aumentar os preços internos. Além disso, vale ressaltar que a diminuição do comércio, conseqüência natural do protecionismo, enfraquece políticas de combate à fome e ao desenvolvimento de países pobres.
Por Tiago DantasEquipe Brasil Escola
Protecionismo é uma doutrina, uma teoria que prega um conjunto de medidas a serem tomadas no sentido de favorecer as atividades econômicas internas, reduzindo e dificultando ao máximo, a importação de produtos externos e a concorrência estrangeira. Tal teoria é utilizada por praticamente todos os países, em maior ou menor grau. Alguns exemplos de medidas protecionistas: - Criação de altas tarifas e normas técnicas de qualidade para produtos estrangeiros, reduzindo a lucratividade dos mesmos e dificultando sua entrada; - Subsídios à indústria nacional, incentivando o desenvolvimento econômico interno; - Fixação de quotas, limitando o número de produtos, a quantidade de serviços estrangeiros no mercado nacional, ou até mesmo o percentual que o acionário estrangeiro pode atingir numa empresa. O responsável pela fiscalização do comércio entre os países e dos atos protecionistas que os mesmos adotam é a OMC (Organização Mundial do Comércio), cujo papel é promover a liberalização do comércio internacional. O protecionismo é vantajoso, em tese, pelo fato de proteger a economia nacional da concorrência externa, garantir a criação de empregos e incentivar o desenvolvimento de novas tecnologias no país. No entanto, essas políticas podem, em alguns casos, fazer com que o país perca espaço no mercado externo; provocar o atraso tecnológico e a acomodação por parte das empresas nacionais, já que essas medidas tendem a protegê-las; além de aumentar os preços internos. Além disso, vale ressaltar que a diminuição do comércio, conseqüência natural do protecionismo, enfraquece políticas de combate à fome e ao desenvolvimento de países pobres.
Por Tiago DantasEquipe Brasil Escola
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